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Instituicões se unem para atuar na conservação de Áreas protegidas da Amazônia

Nesse momento de crise tanto na saúde quanto na economia, é fundamental voltar os olhos para a Amazônia. Com o crescente desmatamento, a chegada do vírus aos povos indígenas (dados publicados no dia 27 de agosto mostram que são 20723 casos em terras indígenas e 348 óbitos), a atuação das instituições que trabalham na região se torna ainda mais importante. A boa notícia é que o LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica – acaba de concluir a formação de uma rede de parceiros que irão atuarem cadeia para a conservação das 47 Áreas Protegidas da Amazônia – um território que abrange 40 milhões de hectares.
Essa rede é composta por oito instituições, incluindo o ISA, Kanindé,
Amorema, SOS Amazônia, FVA, IDESAM, IEB e Kabu. Esta cadeia
diversa tem o intuito de fortalecer as ONGs, associações comunitárias e
indígenas do território, potencializando os resultados e a troca de experiências entre todos os parceiros. São 82 instituições, entre associações indígenas e extrativistas, organização da sociedade civil, empresas, cooperativas, instituições de pesquisas e governamentais. A rede implementará ações de fomento à bioeconomia, planejamento e gestão territorial, integração regional, estruturas de governança, monitoramento e proteção. O LIRA é uma iniciativa idealizada pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, Fundo Amazônia/BNDES e Fundação Gordon e Betty Moore, parceiros financiadores do projeto. Trata-se do segundo maior programa de conservação brasileiro e foi concebido para aumentar a efetividade de gestão das áreas protegidas da Amazônia – as unidades de conservação e as terras indígenas. A iniciativa abrange 34% das áreas protegidas da Amazônia, nas regiões do Alto Rio Negro, Baixo Rio Negro, Norte do Pará, Xingu, Madeira-Purus e Rondônia-Acre.
Com a formação dessa rede de parceiros, o LIRA amplia ainda mais sua
atuação. “Temos a consciência no grupo de que as áreas protegidas garantem o futuro da Amazônia, por meio de seus ativos naturais e sabedoria ancestral dos povos da floresta. Sabemos o quanto é necessário fortalecer essas áreas protegidas para manter a floresta em pé, contribuir com a segurança climática, conservar a biodiversidade, a cultura e o favorecer o desenvolvimento socioeconômico em longo prazo”, diz Fabiana Prado, Gerente de Articulação do IPÊ e responsável pelo projeto. “O LIRA é um arranjo colaborativo que se propõe a tornar eficiente a execução direta de ações nas áreas protegidas numa escala geográfica que abrange cinco estados e 54 municípios. Nosso plano é potencializar e multiplicar o impacto para beneficiar 35 mil pessoas”, afirma Fabiana.
O LIRA vai impulsionar diretamente negócios sócio produtivos vinculados
a 12 cadeias de valor da Amazônia: castanha, farinha de mandioca, turismo, açaí, pesca, pirarucu, artesanato, artefatos de madeira, cumaru, cacau silvestre e borracha. Além disso, vai apoiar a implementação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), que geram benefícios para o produtor e para a floresta. A perspectiva é de se gerar um faturamento de R$ 5 milhões.

Sobre o IPÊ
O IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas é uma organização brasileira
sem fins lucrativos que trabalha pela conservação da biodiversidade do
país, por meio de ciência, educação e negócios sustentáveis. Fundado em
1992, tem sede em Nazaré Paulista/SP, onde também fica o seu centro de
educação, a ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e
Sustentabilidade. Presente nos biomas Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal
e Cerrado, o Instituto realiza cerca de 30 projetos ao ano, aplicando o
Modelo IPÊ de Conservação, que envolve pesquisa científica, educação
ambiental, conservação de habitats, envolvimento comunitário, conservação da paisagem e apoio à construção de políticas públicas. Além de projetos locais, o Instituto também desenvolve trabalhos em diversas regiões, seguindo os temas Áreas Protegidas, Áreas Urbanas e Pesquisa & Desenvolvimento (Capital Natural e Biodiversidade). Para o desenvolvimento dos projetos socioambientais, o IPÊ conta com parceiros de todos os setores e trabalha como articulador em frentes que promovem o
engajamento e o fortalecimento mútuo entre organizações socioambientais,
iniciativa privada e instituições governamentais. www.ipe.org.br

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